A esperança de um dia melhor

Parece que o tempo parou, e as estatuetas salgaram em solidez, o mar se petrificou junto a fotografia de cada tez, o cálcio protege a dor e o olhar longínquo esconde o presente, um presente embrulhado no papel tristeza. O céu anuncia seu eco, mas a surdez é contínua, talvez tenha ficado indiferente e a retidão se procrastina. Os pés foram colados ao chão, e o caminhar para a verdade parece sonho, o engano estendeu sua mão, e seu plano é que a alma não mude de plano. O passado era melhor que hoje e o amanhã, será que chegará? E se chegar, como será? A expectativa é um pássaro desenhado em papel, que migrou para bem longe do coração, voou para fora do céu, não se sabe para qual foi sua direção.

Uma cena globalista, um planeta água que não se lava, em corda marabalista julgam que o equilíbrio basta. Não há quem não queira sentir firmeza em seus pés, porque a palavra que firma a alma em rocha é lâmpada para os pés. O valor da espada que crava na tentativa de penetrar o senso, somente o amor é quem cava até que transborde o entendimento. Então sua água emerge em poço cavado e traz alegria aos sedentos. A esperança em cor verdejante que almeja os campos floridos, quiçá o dia se torne radiante e faça dos povos enriquecidos, não da prata ou do ouro, mas de tudo o que traz vida a alma, porque nestes campos se esconde um grande tesouro o qual sua alma salva.

 

Por Patrícia Campos

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