As tralhas de um mentiroso

Dia após dia, um peso sem cor, sem identidade, sem nome. Confusa mente sem chão, sem rosto, sem coração, quem conhece a verdade desta imensidão? Não encontra casa, não bate mais asas, as histórias já se tornaram rasas, profere seus devaneios assim como o vento sopra o moinho, sua naturalidade não espanta, não engana, mas engana sim, seu próprio reflexo, e mente sim, para sua própria fantasia. As tralhas de um mentiroso, as falas de um vergonhoso, mente porque parece mais fácil, mente porque parece que seria mais bonito, quem mente constantemente perde a constância de uma boa mente. Perde-se fácil demais, não conhece seu verdadeiro cais, não se conhece, e não se vê como alguém que poderia alcançar a paz, inválido, um peito que não acredita em si e mente para que alguém possa acreditar. Tralhas e tralhas, falas amargas, a mentira rasga a garganta, e se constrói como espinho no coração de quem as profere, a mentira é como um veneno silencioso que vai se alastrando feito uma doença por cada parte de seu todo, quem vicia em sua facilidade carrega uma vida que não foi viva de verdade, quem carrega suas tralhas nunca saberá onde encontrar sua verdadeira felicidade. Seus caminhos infinitos não se encontram, e se perde quando é questionado, enfim, pobre coitado, não há nada mais penoso do que viver embaixo do pecado, se quer grandeza este não é o caminho, quem busca riqueza se encontra sozinho, enfim, no fim, um solitário passarinho. A verdade pode ser doída, e muitas vezes, para ações indesejáveis, vergonhosa, mas quem não há nunca terá paz, ou uma base para se firmar, já que em tantas versões de um mentiroso, em nenhuma delas, ele é realmente feliz.

 

Por Luiza Campos

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