Mundo sombrio

Um lugar obscuro, sombrio, úmido, cheio de teias de aranhas. Mortos andando pelas ruas, templos aos demônios pelas praças, fumaças com cheiro de ervas. Que lugar é este que vim parar, um mundo tenebroso, tudo às escondidas. Olhos altivos, escondidos por detrás das portas, ninguém abre as suas janelas, até o sol se escondeu por detrás das densas nuvens. Ouvem-se os uivos dos lamentos ao longe, parece crianças pedindo por socorro, suas barrigas estão vazias, o mal está no poder, sofrência para todos os lados. Ô senhor, tem pão, se tiver, seja o nosso rei, orienta-nos no que devemos fazer. As almas estão atormentadas, esperando o tiro de misericórdia, foi melhor para ele, foi com o senhor, agora está descansando. Voltam a labuta, ao sino da vida, o que eles chamam de destino, não muda o quadro, não há entendimento, vamos voltar para caverna, uma sombra aqui outra ali, e o reflexo da lua, ninguém conhece ninguém. Quem está aí? Quem está aí? Sou eu querido, a sua esposa. Quem está com você? É o nosso filho querido, o mais velho. Você vê a sombra, mas não vê quem está por detrás dela.

Consciências absortas, enterradas em seus próprios desejos, não saem de suas cavernas, não vem para a luz do sol, são mortas em si mesmas. E eu aqui gritando pelas ruas, alguém aí quer a vida verdadeira? Nem um pio, as portas estão fechadas, eles me entre olham pelas frestas das portas, mas não dão nem um pio. Ele quer nos matar, olha só a espada aguda que ele tem nas mãos. Venham para fora suas covardes, aqui é um guerreiro do Apocalipse, vocês vão morrer de qualquer jeito escondidas aí nas casas dos cárceres. Os teus opressores te dominam, venham para fora buscar suas liberdades. Vim em vão nestes finais dos tempos, ninguém aparece em juízo, sabem que tem que morrer, ninguém consegue enfrentar a espada da minha boca. Não tem como a mentira enfrentar a verdade, seria como se as trevas tivessem poder sobre a luz, e lá vou eu com a minha espada enfiada na bainha. Não encontrei quem me desafiasse, ninguém saiu as ruas, mas todos com medo da verdade se esconderam atrás de suas mentiras. O cavaleiro do Apocalipse continua andando pelas ruas gritando em alta voz: sai dela povo meu para que não incorras nas suas pragas e nos seus flagelos, mas estão todas escondidas atrás da carne.

Por O teu espírito diz

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