O sopro para a liberdade

A boca que não se cala, o amor que nunca cessa, no bico carrega a fala, o pólen e a água que rega. Quem pode ouvir a sabedoria e interpretar a sua intenção? Os detalhes se mostram, mas os olhos não veem, quiçá pudessem ser sóbrios e enxergarem o que há além. Tudo foi feito em sincronia para que houvesse o libertar, porém, as consciências vazias não querem se aventurar, preferem a prisão que as atormentam sendo que a nossa libertação já está dentro de nós, para quê irmos atrás da incerteza se a verdadeira e única certeza está a nos soprar a vida? É o sussurrar do céu que fala sem emitir som, quem o ouve desnuda-se do próprio véu e colore-se de vivos tons. Se emaranha entre asas eternas na busca do ápice do amor, o voo que derruba a guerra quando se luta com o senhor.

Junto a ele a vitória é garantida, como perder uma batalha ao seu lado? Devemos nos fazer participante e companheiro do mesmo, buscar a Deus para que não haja nada do inimigo implantado em nossa terra que nos prejudique hoje e dê sequência lá à frente. É preciso ter diligência e observar cada passo, a boca e a mão andam em sincronia e coerência para não nos tornarmos pássaros enclausurados. Há um infinito a desbravar dentro de cada coração, podemos se quisermos, voar, basta nos libertar de toda esta ilusão, porque o efêmero encanta a ponto de nos enfraquecer e àquele que se renova busca em si amanhecer. Temos o poder de ampliar nossa visão, ver novos horizontes, enxergar além, a profundeza do coração, não tem porque viver neste raso finito enquanto existe um mar inteiro para mergulhar e se encontrar com o paraíso. Respire fundo, mas saiba que o fôlego não está no seu respirar e sim naquele que nos ensina a transformar, aos poucos vamos compreendendo mais e mais o caminho da verdade e se nos atentarmos a cada detalhe, sentiremos no coração o sopro para a liberdade.

 

Somando as luzes

Paty e Arthur

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