Onde moram os segredos?

Na face carrega a máscara do sorriso para disfarçar as olheiras de suas tristezas, as quais se alojam dentro dos escombros da sua dor, uma moradia nada expressiva, recuada pelo medo, talvez desse lado ao seu calcanhar de Aquiles, e isto foi lhe enfraquecendo ao ponto de não conseguir se levantar, mas não é assim que vivem os guerreiros, àqueles que lutam por si, que não temem cair porque sabem o caminho para se levantarem. Os rastros deixados pelos becos da vida ensinam os que amam, os que se amam, porque o amor próprio é o início de um caminho eterno de luz. É preciso enxergar a rota, a que andou e a que pretende andar. A que andou, por muitas vezes, foram as estradas sem horizonte, sem bússola, porém, a que pretende andar, se for dentro da sabedoria de onde se quer chegar, pode se encontrar com a paz. Há de ter muita determinação porque primeiro precisa se encontrar para que então prossiga para viver e para que isto aconteça, o caminho que se anda são pedras sobre pedras, as quais são jogadas em você por você, porque é necessário derrubar toda a estrutura escura que há em si para que a luz o deseje e permeie por todo o seu universo. Tem que virar o próprio cativeiro, não mencionar o segredo de onde está a força de Sansão que há em ti, porque o inimigo é astuto e tenta nos derrubar a todo custo. Precisamos ser diligentes, cuidar do nosso coração, uma alma inteligente é a que traz para si a verdadeira transformação, mesmo que doa ouvir ou falar, é preciso imergir as impurezas que teimam em nos habitar. Tenho sentido queimar, e sei que o processo é este, enquanto puro não tornar, todo o ato, é blefe.

Os segredos moram dentro e o desejo de transparência nos faz abrir, um verdadeiro desdobramento na tentativa de expelir o que está encoberto causando-nos toda e qualquer dor porque o que precisamos de fato é compreendermos o amor.

 

Por Patrícia Campos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezoito + 14 =

Categorias

Postagens Rescentes