Pai da eternidade

Mão divina, mão do Altíssimo, mão soberana. Deus é a mão que me formou e que me trouxe até aqui neste mundo, Tu és, ó Deus, o dono da vida que tenho, és o movimentar do corpo que criaste, és o brilho dos meus olhos, é a força que faz caminhar os meus pés, é a base e vida que mantém o pó vivo. Senhor, onde estou estás comigo, tudo que penso és observado pelos teus olhos, tudo que sinto sabes, onde piso e o que faço ali está o teu olhar. Nada sou sem tua mão divina, nada serei se a tua mão eu perder, sem a graça do vosso coração, ó Senhor, perdida estarei. Não sei até onde vou neste mundo, não sei o dia que partirei, não sei o que pode me acontecer nesta vida, mas sei que a minha vida entrego a ti.

Pai da eternidade, Pai meu que a mim fizeste provar e sentir o corte de sua espada, se mostrou a mim como um véu tecido de seda, como passagem única, como verdade, como luz, como caminho, como a vida de minha alma, nem as estrelas do céu, nem as ondas do mar, nem a flor do deserto, nem o imenso infinito é mais grandioso que a mão do meu Criador. Nada teria fundamento se a vida não existisse, a vida é o clarão que ilumina o céu, a vida é a beleza das flores, das existências abaixo dos mares, das aves acima das nuvens, das raízes profundas das plantas, do voo longínquo das águias, a vida é do espírito santo de Deus e é por ele que tudo tem brilho, cor e vida. Sem a vida tudo é morto, tudo é frio, tudo é vago, tudo passa ser nada sem a vida que Deus me assentou, esta vida que inspira meu coração a ditar os nossos versos…

 

Por Maria Lúcia

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