Sou o Teu poema

Duas grandezas imensuráveis, descritas por uma caneta e um coração, o espelho que revela o poema, a inspiração de cada verso meu. Há tanto a ser falado no silêncio e tanto a ser observado no invisível. O meu poema é vivo, porque a vida lhe é própria, Ele é imutável mesmo que eu o descreva de diferentes formas, a tudo que olho vejo a Tua mão, Ele é a ação contínua e em tudo concretiza o Seu verbo amar. Seu sorriso seca meu mar, ao ver a inocência de uma criança brincando, é a alegria que ensina na simplicidade, o que pode entristecer minha alma se tenho o Teu poema interpretado no meu coração? Tu és o sujeito lírico que narra a própria sabedoria, a qual tornou-se Tua aluna e eu apenas uma admiradora solitária, na solitude ouvindo Tua voz a qual me impulsiona as alturas, me elevando a dimensões inimagináveis e quando olho novamente me vejo tão ínfima longe de Ti. A Tua presença faz sentir a importância de ser, porque eu sou o Seu estado sólido, o qual não evapora nunca quando estamos juntos, ligados um ao outro, torno-me liquefeita quando Tuas águas caem sobre mim, e mesmo que, por vezes tenha um gosto amargo, sobretudo se mostram doces pelo fato de sempre me provar o Teu amor.

O Teu silêncio me diz: sou o Teu poema! És, és meu poema, porque sem Ti não há vida, e nenhuma forma de manifestação, não haveria o verbo, nem a sintonia, não haveria o amor, nem a transformação, eu sou o papel que desenha o Teu caminho o qual pusestes meus pés a caminhar no pontilhado que estabeleceste, sou a porta, o destino, a terra que ao Teu filho prometeste.

 

Por Patrícia Campos

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