Tratar a ferida

O ser humano nasce neste mundo naturalmente, dentro de leis e princípio, isto é, praticou o princípio da coabitação entre o homem e a mulher, dentro das leis da procriação, é só esperar pelo período gestativo que a vinda do filho do homem é certa. Ao nascer neste mundo, o ser humano como criação, produz naturalmente a consciência como um fruto, mas quando este fruto amadurece é preciso colhê-lo do ser humano para o proveito eterno do espírito, e é aí, efetivamente, que entra o propósito de Deus para concluir o sentido da vida.

A consciência agora faz o papel da mulher, ou do campo fértil, onde será inseminado o espírito de Deus, ela também passará por uma metamorfose existencial dentro dela, trocando a carne pelo espírito, como a metamorfose da lagarta que se transforma numa borboleta, mas assim como a mulher coabita com o homem para ter o filho do homem, a consciência deve coabitar com Deus para ter o filho de Deus e esta coabitação se faz pelo raciocínio da consciência e a palavra verdadeira de Deus, como Pedro disse, somos gerados de novo, não com semente corruptível, mas pela incorruptível palavra de Deus, viva e eficaz que permanece para sempre. O entendimento é o gozo dessa relação entre Deus e o raciocínio da consciência, esta é a porta estreita que Jesus disse que devemos passar, mas agora devemos passar pelo caminho apertado, que é passar pela metamorfose existencial dentro da consciência e é aí que todos os profetas falaram em fornalha da aflição, como Oséias disse: vinde e tornemos ao Senhor, porque ele vai nos cortar da carne e nos ligar a ele, vai fazer a ferida, mas vai curá-la, e ao terceiro dia nos ressuscitará e viveremos por ele eternamente.

Na teoria, o propósito de Deus é muito simples, mas na prática é uma consciência em bilhões que passa, as consciências são extremamente ligadas a carne, tanto que elas pensam que são a carne. Dentro delas assumem a carne na primeira pessoa e só falam do espírito na terceira pessoa, coisa que deveria ser o contrário, assumir o espírito na primeira pessoa e a carne na terceira pessoa, como Eliú disse a Jó: eis que vim de Deus como tu, do lodo eu também fui formado. Nota que Eliú usa a primeira pessoa do espírito e a carne, que é o lodo, na terceira pessoa. A consciência de Jesus também assumiu o espírito de Deus na primeira pessoa, isto é, ele passou pela metamorfose existencial dentro da consciência dele.

Hoje também, as nossas consciências devem passar por esta metamorfose existencial dentro delas, fazer a ferida, mas curá-la, vai doer, mas é extremamente necessário pela vida eterna delas. Trata-se de um propósito e já estamos dentro dele, se as nossas mães não tivessem passado por uma gravidez, não estaríamos aqui hoje. Agora também se as nossas consciências não passarem por esta metamorfose existencial dentro delas, não terão a vida eterna do espírito.

Por O teu espírito diz

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezoito − 5 =

Categorias

Postagens Rescentes