Vi-te

Vi-te, em cada momento vi-te, emocionei-me por ver-te, e a paz sentou ao meu lado. Vi-te, voando pelos céus e dançando com a manhã, vi-te, assoprando as árvores, abraçando o mar e caindo com os céus, vi-te, e desde então não quero deixar ir, orvalho suave e tom serene, mãos que cuidam do ventre que se doa, és a vida, presente nos raios que me contornam, ausente do coração, mas sempre presente em qualquer estação, é vida, que se entrega e vivifica, mas quem a vê? Teus passos são silenciosos, mas deixam suas marcas por todos os cantos, quem não pode vê-la são cegos e não amam nem a si mesmos, enxergar sua grandiosidade é para poucos, isto posso afirmar, uma luta contra as trevas para poder se elevar. Minha pequenez é evidente ao lado de sua sabedoria, não poderia dizer outra coisa, a não ser engrandece-lo, perdoe minha ignorância, pois preciso de sua luz, infinito de eternidade a eternidade, eterno, sempre terno, como a brisa que entoa com as águas, tudo o que há para louvar vem de ti, desde a honra e glória, até a promessa do céu, sou a terra prometida, toma-me para si, que a ti fui oferecida, oh! Vida, vida minha, grande vida, tua benignidade nunca foi esquecida, mas pelo mundo fora corrompida, encobrida, perdida, faltariam adjetivos para tamanha tristeza, por isso o luto, luto pelas pessoas vivas, que se embriagam nas esquinas e se perdem nos becos, como podem viver assim? Não podem, e por isso não vivem. Meu Senhor, que pulsa e me abriga, limpa-me e ajuda-me nesta jornada, consciência peregrina, em busca de alma tornar, pura como cascata, escorrer, escorrer pelos vales vivos, e ser, ser preenchida, em simetria perfeita, um laço limpo. Pintei a tela cinza quando abri meus olhos, colori um dia nublado quando entendi meu interno, e vi-te, por isso transbordei.

 

Por Luiza Campos

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