O frio congela o interno, ninguém consegue ver razão, não decifram a calamidade em que se encontram por deixarem a vida passar por entre as mãos. Uma geleira que não sente nada, nem o palpitar da ação da vida, nem as coisas mais simples que se mostram em seu dia a dia. Como aquecer um coração que se acostumou com a própria frieza? Talvez não reconhece o calor da vida que abrasa seu peito, de frente ao seu próprio espelho o reflexo que vê é frio e vazio, por acumular sentimentos que adoecem sua alma. O frio é esmagador com quem não tem um pingo de sentimento, pois ele deixa a alma desolada, sem saber onde se encontra, isto porque ela é vulnerável e se engana. Do lado de dentro teria aquele que poderia aquecer sua alma, o Espírito, mas ela preferiu deixa-lo oculto dentro do próprio coração, ela preferiu trancar as portas e jogar a chave muito longe para que ela e ninguém a encontrasse. A realidade bate em sua porta, mas você não quer enfrenta-la de frente, pois seu psicológico não quer aceitar a sua confusão mental que permanece friamente. A cada dia a ampulheta do tempo vai se esgotando, e com ela você vem trazendo todos os acúmulos dos tempos passados, que danificaram a sua sanidade, e sua história que era para ser contada de uma forma leve com protagonismo se tornou em um conto frio com desfecho trágico, isto por conta de suas próprias ações.
Por Ítalo Reis



