Quando estou sozinha minha alma sente o valor da vida e os finais dos tempos, tantas correrias só atrás dos ventos, uma sina louca sem explicação, mas vai chegar o dia da colheita e os frutos podres vão para a escuridão. No dia do juízo não haverá como se esconder, terá que enfrentar todos os males que não quis ver, pois o reflexo do espelho não mostra o interior da consciência, só Deus conhece, aprendi que o coração também é enganoso, mas até quando refletirá apenas o que quer enxergar?
No abissal dos seus medos nasce um silêncio antigo que grita por socorro, mas quem pode ouvir a sua voz? Trazer luz a sua tez? Rostos macilentos expressam que a alma floresce frutos mortíferos, estão tão apegadas ao pó, que o plantaram, mas o que colherão se não o vazio? Os desejos carnais fazem com que a consciência cometa loucuras contra si mesma, fazendo-a perder seus sentidos. As consciências não seguem o senhor da vida, mas o desprezam por um tostão, não veem que o vindo de Deus é a verdadeira salvação, que é o que importa, pois no caminho da vida só podemos levar o que é necessário, e o que não for, deixe para trás, por isso não olhe as circunstâncias, olhe para o senhor e sinta a emoção de o ter, de o viver, de ser.
Emocione-se, liberte-se e deixe que o calor da vida transborde por seus olhos, nem todo choro é de tristeza, muitas vezes choro por enxergar as maravilhas que Deus vem me mostrando, são lágrimas de alegria que transbordam em meu coração, preenchem as lacunas e lavam minha alma, trazem-me para mim, encontro-me nos caminhos molhados e me sinto pelos olhos da vida, e torno-me, pois posso ser, e Sou, Sou faísca que risca o céu, a estrela do coração de Davi, me chamo Emanuel, o filho do Altíssimo, unido, união, alma e espírito, para sempre, em toda imensidão.
Por todos os irmãos



