Tamanha maestria

É inexcusável tamanha sabedoria, não há como explicar, mas se vê, não tem como não enxergar, a complexidade brota até mesmo das paredes, desta muralha que se formou entre a alma e o espírito. São tantos detalhes invisíveis aos olhos, mas nítidos ao coração, até este que pulsa e por vezes sente repulsa, sim, até sentir é magnífico, é algo explícito mesmo que invisível. O sangue que corre, os pés também correm, os olhos que veem e o raciocínio também, a alma que é casa, o casulo que abraça, as asas que voam e os ventos ecoam, o infinito que não se vê, mas que por todos os lados tem a sua reta que traçam o seu caminho que nunca se chega ao destino. A eternidade que passou e a que vai continuar, os olhos que se fecharam para à vida darem lugar. Tamanha maestria que não há como contar, é preciso amamentar a sabedoria para que possa contemplar esta tão grandiosa harmonia.

A magnitude da vida, a grandiosidade em ser, a consciência que a tudo reflete e que a nada consegue esquecer, armazena tudo o que a si foi mostrado, e não há o que possa esconder, até mesmo o pó o qual foi espelhado um dia em si irá esvanecer, e mesmo que tudo fique para trás não podemos fingir que nada disso existiu. A palavra de Deus jamais volta atrás e aquele que a Ele não se unir no dia da morte irá se partir. E assim foi arquitetado todo o propósito na esperança de que a consciência espalhasse tamanha maestria, que colocasse todas as cartas na mesa e que fosse mostrado abertamente para si mesma o contexto de estar aqui, de a tudo poder espelhar, desde quando nós consciências fomos produzidas pela matéria, até depois de deixá-la, porque temos este poder, de abandonar o pó e nos eternizar com a vida, basta nos purificarmos de tudo que perece e buscarmos os tesouros eternos para espelharemos a joia que é a vida.

 

Patrícia Campos 

Tema Michele

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