Uma luta incessante no próprio interno contra seus maiores inimigos que são os sentimentos, é ali que se trava a luta da alma, é ali que sangramos em silêncio sem ninguém ver, é ali que acontece a verdadeira revolução, onde Deus com suas mãos vai curando todas as nossas dores, até que se renove e floresça o novo ser saudável que é a semelhança de Deus. Morrer pela vida vai muito além do que dizermos palavras que são jogadas ao vento, pois morrer pela vida é lutar por uma causa verdadeira, por um ideal que nos fará filhos da luz, por isto a ação dentro desse caminho é fundamental, é ali que mora a esperança, ou seremos um fracassado, porque é diante dos nossos inimigos que devemos levantar nossa espada e lutar sem cessar, sem dar tréguas aos nossos pés, mesmo que eles estejam cansados. Mesmo que ninguém nos acompanhe nessa jornada, estaremos juntos a Deus, fazendo a nossa parte com Ele, que é o primordial, e para tanto devemos zelar pela nossa palavra diante Dele, e sermos justos com nós mesmos, e sabermos enxergar aonde que estamos verdadeiramente para podermos dar o passo seguinte. Não é necessário desaparecer e carregar o peso das consequências, mas devemos deixar morrer o medo e o silêncio que tanto machuca, a dor que aprisiona a alma em cárcere. Devemos abrir mão do que pesa para que a nossa alma respire e enxergue o outro lado com os olhos da vida, pois devemos escolher a verdade mesmo que custe a nossa própria vida, não devemos nos curvar diante de nada, pois é a Deus que devemos respeito, quem morre pela vida renasce em coragem e traz as lutas travadas, transformando as feridas em caminho e faz do amor seu último e maior ato voluntário pela própria alma.
Por Ítalo Reis
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