As decepções neste tempo não deixaram morrer a esperança de algo novo;
De algo que pudesse suscitar minha alma, que pudesse me fazer respirar de forma tranquila.
As paisagens vão mudando e, com elas, mudam as perspectivas. Quem sabe, em um novo plano, traçam-se visões atrativas?
Dias iguais, nada se difere de ontem; ideias banais se entrelaçam para que não se soltem.
E assim seguimos numa rotina em looping; os pensamentos dispersam, mas sempre voltam para o mesmo lugar.
Quiçá um escape para fugir desta monotonia? Não há um estepe, é a sua face sem autonomia.
Do lado de fora, os dias não se alternam; outrora, minha alma e meus pensamentos flertam.
Então fechei-me por dentro e permaneci comigo. Emocionei-me ao ver-te sorrindo.
Já me esperava, contava as horas.
“Onde você estava? “Me perguntava.
E eu, ainda calada, secava a água que escorria na cascata a qual desenhava por minha tez.
Então, refez-se a minha esperança; um nó na garganta de tanta emoção.
Não esperava que, dentro da alma, houvesse este amor em meu coração.
Sem conformar-me, em todo este tempo perdida por dentro sem te encontrar.
Agora que o vejo, tanto o anseio: és o meu braço a me resgatar.
Patrícia Campos
Tema Luiza


