Futilidade

Vivemos em um mundo fútil, sem perspectivas, onde as consciências dão valor para o que é efêmero e não valorizam o que tem dentro de si, vivem a vida em busca de enriquecer a carne e nessa busca desenfreada deixam de lado o que tem de maior valor que é o espírito que nos vivifica, até para se juntar hoje e ter uma conversa saudável não tem, só sai da boca coisas banais que não acrescentam em nada na vida do outro. Só ouvimos: eu tenho isso, quero aquilo e blá blá blás, não que é errado ter, mas são só palavras jogadas ao vento, que não enraiza dentro de cada um. E quanto mais olhamos para as consciências podemos enxergar que elas não sabem o porquê da sua existência, não querem descobrir e nem vão, porque o propósito do nosso Senhor é muito sério e ninguém quer levar as coisas com seriedade, ninguém quer deixar de fazer o que acham certo para a sua vida, pois o achismo para elas é muito melhor do que ter uma posição concreta, como já ouvi diversas vezes: eu não te condeno por seguir algo e você não me condena, cada um escolhe o que quer, cada um tem seu livre arbítrio. As grejas tornaram-se como uma casa de cassino, que tem seus jogadores e apostam quem leva a melhor, e assim vão vivendo as suas vidas fúteis, sem valor, são consciências que já têm a alma vazia, pois já perderam sua essência, já perderam a beleza do simples, dão valor para o que se pode tocar e ver com seus olhos carnais, e não valorizam o mais importante que é a vida que lhes habita.

 

Por Jeane Reis

Tema sugerido por Lo Xavier