Quem não se emociona ao ver um ente-querido que não o vê há muito tempo, ou até mesmo por menos tempo? Tende ser bem emocionante, como aconteceu com Jacó ao rever seu filho José depois de muitos anos acreditando estar morto, que de repente apareceu vivo, deve ter sido uma alegria só para Jacó. Ou então, a parábola do filho pródigo ao retornar para casa, onde o pai o recebeu com festa e alegria, deve ter sido uma emoção única. Há vários relatos de momentos bíblicos, de reencontros e reconciliações, de profunda emoção com a presença do outro. Agora imagine a emoção de uma consciência ao descobrir que o espírito de Deus já habita dentro desse corpo que a produziu lhe dando a vida e que justamente esse espírito será seu corpo eterno, se ela andar segundo sua vontade aqui na Terra? É para ser um momento de muita emoção, de uma alegria só, onde ao enxergar todo o propósito de Deus, sentir o prazer de realizá-lo, sem nenhum envolvimento com a carne. Não conseguimos ver o espírito, mas podemos senti-lo pela vida, e sabemos que se andarmos segundo a Sua vontade iremos tê-lo por toda eternidade. Não há como não se emocionar com a glória de Deus se não o vê-lo, e para que isso aconteça devemos entregar nossas consciências incondicionalmente ao espírito. Agora eu te pergunto, há nessa vida emoção maior que enxergar a presença do espírito em nós e andar segundo a Sua vontade? Eu acredito que não, mas infelizmente há bilhões de consciências que não conseguem enxergá-lo e não terão o privilégio de se emocionar ao vê-lo, por ter o ignorado quando não deviam.
Por Régis Roberto
Tema sugerido por Luiza


