Vamos abrir as portas da consciência e adentrar nosso próprio universo, conhecer esse templo infinito, trilhando um caminho inverso. Abrir cada compartimento, caixinhas esquecidas pelo tempo, rever as lesões na alma, que latejam e corroem por dentro. Sabemos que dói o peso da verdade que aponta o fiel da balança, quando enxergamos nossa realidade e o que carregamos desde criança. Ao longo da vida fomos criando desejos, esquecendo a pureza e as notas serenas da vida, deixamos o mar externo levar nossa inocência, não demos as mãos à sabedoria. Este foi o motivo do olhar perdido e uma mente revirada em turbilhão, fraqueza, culpas e mais tropeços, por não buscar a vereda da razão. A mão de Deus sempre esteve estendida, acenando e pulsando o coração, bastava estar conectado com a vida e aguardar seu tempo de ação. Pois fazendo certo nossa parte, a parte do Criador não falha, pois a todo instante testificamos suas leis, funcionando pela divina arte. Ainda há tempo de nadar contra a correnteza e estimularmos uns aos outros às boas obras, não vamos carregar o peso do que não foi dito, mas nos fazermos árvores de justiça, pois da verdade não somos indoutos. A paz habita no sábio, então deixemos de ser tolos, alimentando a alma com a sabedoria, para galgarmos eterno plano. A vida eterna é real, tanto quanto este mundo, nascer lá é tão normal quanto estarmos aqui hoje. O outro lado da eternidade é uma trágica e triste sina, não queira nunca provar quanto vale uma consciência vazia.
Por Michele



