Ponto de partida

Faça um cálculo preciso e veja se os termos carnais pesam mais na sua consciência, coloque na balança tudo em seu interno e seja honesto consigo mesmo. Não adianta tentar se enganar, dizer o que não planta em seu campo coração, pois não é o que sai da boca que justifica ou condena uma consciência, mas são os atos que podem condenar e manchar sua integridade, ou te justificar, depende somente de cada um, pois as palavras ditas sem atitudes coerentes não mudam nada, só entram em contradição. Por isso é preciso fechar os olhos para as ilusões, parar de ver do lado de fora, mergulhar dentro de si para encontrar a aurora. Erramos por querer consertar os erros dos outros e não consertamos a nós mesmos, erramos por nos importarmos demais com o externo e esquecemos quem somos de verdade. Busque que se encontrará, pois a verdade se esconde por detrás das aparências de uma consciência que sabe que nada deste mundo vale a pena, tudo aqui é correr atrás do vento.

É preciso voltar-se para dentro para enxergar quem és de verdade; busque sua cura enquanto há tempo, para não cair no mar da solidão, onde a escuridão e o desespero podem te consumir. Saia do caminho da morte, conte uma nova história, veja a grandiosidade que se encontra, e entenda o que move seu coração, o que pulsa em suas veias, pois a ação da vida fez-se carne numa complexidade imensurável. Para enxergá-la basta abrir os olhos do entendimento e aguçar nossa interna sensibilidade, então escute, suavize, silencie, e entenda a voz que desce do céu, pois certo é que a palavra de Deus vem para todos, mas poucos, muito poucos, sabem degustá-la com sabedoria, quem, hoje em dia, sabe da verdade da vida? Quem conversa e se encontra com o Senhor que lhe habita? Então volte-se para dentro, para se descobrir, e vamos prosear, vamos juntar nossas luzes, somar, pois não podemos começar uma conversa se não tiver um assunto, e falar da razão da nossa existência é um excelente ponto para começar.

 

Somando as luzes