A paralisação não traz acontecimento; é preciso conscientização e buscar conhecimento para que consiga especificar suas fraquezas e, a partir de então, lutar contra elas. Os gigantes que me assombram não são maiores que minha vontade de vencer; perder não é opção, não posso me perder de forma alguma; há necessidade de fechar as lacunas para que o mal não prevaleça.
Glória requer luta, não há vitória sem ter labuta, não há história sem minuta. Tem que desenhar o mapa para se chegar ao tesouro, despir-se da capa e andar em direção ao matadouro, saber que o pó será o holocausto; isso é justiça, é ser justo. A guerra acontece dentro do campo interno; a espada está à boca e o coração é quem a segura. Somente a alma que não se faz louca busca a sensação de ser, e se cura.
E a luta continua, contínua, com ti, nua, despida do ser fugaz; o ser que não tem paz, que nada compraz, que se desfaz pelo tempo, assim como fumaça ao vento. Demanda desprendimento e compreensão; o discernimento é condimento que causa transformação, que salga, tempera. A alma se regenera, não precisa da primavera, floresce como as margaridas, de forma doce e explícita, mesmo em meio à guerra fria que se vê em pleno dia, quando se está na companhia daquele que te incita a tornar-se a própria vida.
Lutar não é para os fracos, e sim para os predestinados que se escolhem, que se põem à mão, que se colhem feito fruto precioso, assim como o tesouro que luta a favor da gente, do nosso eu consciente, que é a vida tão presente que só quem ama de verdade sente. Quem luta para vencer, triunfa, jamais abandona a luta porque tudo o que quer é viver.
Patrícia Campos
Tema Luiz


