Pureza de Criança

Os olhos que brilham sem nada exigir,

transmitem uma paz jamais encontrada

Estado da alma que só faz sentir

Aqueles que deixam habitar em si a verdade

Se sorriem, é porque estão felizes;

se choram, é porque algo vai mal.

Assim são elas: transparentes,

sem disfarces para o que sentem.

Ser puro é não ter má intenção,

é não guardar o que é ruim no coração.

Mesmo quando alguém as constrange ou adverte,

na simplicidade elas se divertem.

A vida é um flerte para quem não tem maldade;

transpira liberdade quem não se prende a nada.

Sem fazer média, a criança simplesmente vive…

Diz-se que devemos nos tornar como elas,

pois nelas se vê a esperança de um estado interno melhor.

Nada que se decore, mas que se leve no peito como tesouro.

A criança valoriza o aprendizado:

é o novo, o inusitado, o sempre valorizado.

Desprendidas de obrigações fúteis,

mais ensinam do que aprendem.

Sua simplicidade faz corações sensíveis marinarem,

trazendo mar aos olhos e leveza à alma.

Nelas não há maldade;

em seus olhos transborda a verdade.

Seus sentimentos são sinceros:

quando querem abraçar, abraçam;

se não querem, nem disfarçam, apenas dizem não.

Pode até parecer ríspido, mas é sinônimo de coesão.

Pois mais vale um “não” verdadeiro

do que um “sim” disfarçado.

 

Patrícia Campos 

Tema Vani