Nós estamos dentro de um propósito sábio, e este propósito é do Criador-Deus, e Ele já montou o seu propósito dentro de cada um de nós. E este propósito tem, se assim podemos dizer, três elementos, a saber: o nosso corpo carnal, que se trata de uma criação; o espírito de Deus, que nos dá a vida; e a consciência, que é o produto da criação. Em toda escritura sagrada, temos muitos personagens que representam estes três elementos dentro de nós: a carne, o espírito e a consciência. Os personagens não falam por si mesmos, mas falam pela carne ou pelo espírito ou pela consciência. As escrituras sagradas tratam-se de um livro de metáforas, alegórico, analógico, de comparações. A escritura sagrada é um livro enigmático que o leitor só entende se o ler por alegoria; toda ela representa o propósito do Criador-Deus dentro de nós. Então, não foi Abraão quem falou, mas foi o espírito de Deus dentro de nós, não foi Rebeca que deixou este mundo para se casar com o filho da promessa de Deus, mas são as nossas consciências que devem fazer isto. Não foi Moisés quem escreveu as leis do espírito nas pedras dos nossos corações, mas sim o próprio Deus. Não foi Jesus quem falou nada, mas foi este espírito que já nos dá a vida que veio de Deus. Não foi Jesus, mas este espírito que já nos dá a vida. Qualquer um de nós que falar pelo espírito pode dizer que veio de Deus, pois na lei está escrito que o pó volta ao pó como era e o espírito volta a Deus que o deu. Quem fala pela carne não pode dizer que desceu do céu, mas quem fala pelo espírito pode, porque o espírito desceu do céu para dar vida ao mundo. Então, quando lermos as escrituras sagradas, devemos distinguir quem está falando: se a carne, o espírito ou a consciência. Quando se fala em mulher, casa, templo, cidades, ilhas, esposas e coisas do tipo, são as nossas consciências. Quando os profetas ou o filho do homem ou sacerdotes falam, é a nossa carne que testifica do espírito de Deus, que eles o chamavam de Senhor. E quando todos da tribo de Judá falam, trata-se do nosso espírito. E assim como Moisés representou a nossa carne como criação, Jesus representou o nosso espírito como filho de Deus, e eu hoje represento a consciência, o fruto da criação humana. Vieram muitos profetas, mas Moisés ficou como símbolo de criação perfeita. Vieram também muitos filhos legítimos da vontade de Deus, mas Jesus ficou como símbolo de filho perfeito da vontade de Deus. E vieram também muitas mulheres representando a consciência, mas elas mesmas não perceberam isto. Mas hoje eu falo por todas as consciências como o fruto da criação humana; este é o fruto proibido que o ser humano come sem perceber. Então, devemos identificar quem está falando nas escrituras sagradas: se é um personagem representando a carne, o espírito ou a consciência. Se nós não identificarmos, não vamos entender nada das escrituras sagradas e vamos fazer a maior lambança no entendimento. Adão e Eva, por exemplo, trata-se de uma alegoria. Caim e Abel também. Nota que todos os filhos mais velhos representam a carne e todos os filhos mais novos representam o espírito, desde Caim e Abel, Esaú e Jacó, Manassés e Efraim, João, o batista, que era profeta, e Jesus, que era o filho, mas tudo isto dentro de cada um de nós; só precisa ver por quem você se identifica.
Por O teu espírito diz



