Eu queria chamar a atenção das consciências para a razão da vida, pois houve um motivo para o Criador-Deus ter nos criado na carne, e este motivo é a razão de estarmos aqui hoje. E é deste motivo que queria que todos se inteirassem para enxergar todas as maravilhas que Deus criou, visando somente o que a Sua criação principal, que somos nós, seres humanos, produzimos. Toda criação deve se relacionar com o seu criador pelo que produz, e a única relação que existe entre um criador e sua criação é pelo que a criação produz, e o que uma criação produz deve servir seu criador. Por exemplo: o que liga o Homem à sua criação caneta, é a escrita que a caneta produz, isto é, a escrita deve servir ao Homem, que é o criador da caneta. O ser humano produz a consciência de todas as coisas, e essa consciência é fundamental para que as coisas se manifestem. Sem consciência, não há manifestação de nada. Nada é ou não tem importância de ser sem consciência. A consciência é um campo de manifestação, e se faz também como um espelho onde tudo se manifesta por ela. E somos nós, a criação-humana, que produzimos a consciência de todas as coisas. Só que para nos tornarmos úteis como criação, devemos produzir consciência do espírito; ele é quem deve manifestar por nossas consciências, e não a carne. Como eu queria que todas as consciências enxergassem que estamos nesse mundo pela vontade de Deus, e manifestassem por suas consciências o espírito, esse mesmo que já habita dentro de cada um de nós! Deus, o nosso Criador, já assentou a porção do Seu espírito em cada um de nós, e é desse espírito que Deus quer que produzamos consciência e andemos por ele. Mas a criação-humana, por erro de função, produz consciência de todas as coisas e anda por si mesma. Paulo disse que a justiça da lei de Deus se cumpre em nós, “consciências”, que não andamos segundo a carne, mas segundo o espírito. Então, segundo a lei do nosso Criador, nós, “criações”, devemos produzir consciência do Seu espírito e andar por ele. Foi a carne que produziu a consciência como um fruto natural, mas, assim que este fruto estiver maduro, deve ser colhido para o sustento do espírito, e não para andar pelos desejos da carne, como todos fazem. Esse é o fruto proibido que se diz nas escrituras; não podemos usar desse fruto para os desejos dessa carne. Jesus nos comparou, na carne, como um pé de milho, que, depois da espiga cheia e colhida, não serve para mais nada, a não ser ser arrancado e jogado no fogo. Por mais que se fantasiam salvações descabidas para a carne, todos sabem que o fim dela é a morte, mas ninguém busca saber o que tem por trás da morte. Mas as nossas consciências podem ser salvas pelo espírito, isto é, se a consciência fizer do espírito o seu verdadeiro ser. Esse é o meu maior desejo, e vejo que, fazendo isso acontecer em mim, estarei na próxima e definitiva etapa da vida, onde desfrutarei de todos os bens que o Pai me prometeu.
Por Rozivane Pereira
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