Respirastes o ar frio do engano
Umedecendo o teu solo com a frieza
Entre falácias e golpes mundanos
Não percebeu em si mesmo a riqueza
Encoberta de incertezas e dúvidas
Não buscou o caminho das respostas
Palavras ao vento jogadas entre súplicas
Intenção numa existência morta
Um tempo usado sem esmero
Alma perdida na ilusão
Vivência regada de vitupério
Passos desalinhados na perdição
Visão do raciocínio bloqueada
Constante nevoeiro do coração
Falta de entendimento na face estampada
Obscuridade sobre a própria razão
Clarão do sol no firmamento
Sempre raiou a sabedoria
Mas as almas preferem o relento
E dormem a luz do meio-dia
Todo breu dissiparia com a verdade
Mas os ouvidos estão embotados
Vivem uma falsa liberdade
Na cela da alma encarcerados
Religiosidade e tradições
Servem sua mesa com pão de dores
Trabalho forçado dos corações
Banquete dos escarnecedores
Visão do raciocínio bloqueada
Constante nevoeiro do coração
Falta de entendimento na face estampada
Obscuridade sobre a própria razão
Por Michele



