Ninguém espera pela morte, nenhuma consciência se prepara para este dia, todos contam com a sorte cuidando que o fim nunca chegará. Na verdade, pensam que a vida se trata apenas de uma passagem ou um sonho esquecido e que do outro lado tudo volta a ser como antes, mas as coisas não funcionam assim. O propósito de Deus não é uma fantasia, a coisa é muito mais real do que as consciências imaginam. O espírito da vida voltará a Deus e neste dia cada um sairá pelo caminho que escolheu seguir e o inesperado vai acontecer, afinal existem dois caminhos, um é o da morte se andarmos pelos desejos carnais e o outro é a vida se andarmos pelo espírito que Ele nos assentou, sabendo que a escolha destes dois caminhos estão nas mãos de todas as consciências. Portanto não existe a possibilidade de ninguém cair no vazio eterno por engano ou pousar no céu de paraquedas. O propósito de Deus é regido por leis e princípios a serem praticados e isto deve ser concluindo dentro de cada consciência, se cada um cumprir com a sua parte no final o resultado acontece. A forma como Deus nos revela a sua verdade não é com aparência, muito menos com falsidade como agem os religiosos que montam todo um teatro e depois que as luzes se apagam às suas máscaras caem, no interno são todos carnais, farinha do mesmo saco, de boca falam de Deus, mas não andam por Deus. Um ser espiritual é firme no que prega e principalmente nas suas ações testifica a verdade que vive dentro da sua alma, defende o propósito de Deus e não a prosperidade carnal. É impossível um soldado vencer uma guerra sem nem mesmo saber quem é o seu adversário ou sem saber a causa da sua luta, da mesma maneira também e impossível um filho nascer sem antes haver a coabitação entre um homem e uma mulher, assim também nenhuma consciência nascerá no céu se não gestar o filho de Deus, pois sem compreensão é impossível ter o perfeito entendimento do propósito da vida e com isto a vida passa e o inesperado pode sim acontecer, afinal a morte chega sem avisar. E qual consciência raciocina para prever o inesperado?
Por Milena Gomes


