Eu já plantei, agora tenho que deixar Deus fazer a parte Dele, que é fazer brotar, crescer e produzir os frutos que o sustenta, se não germinar é porque a terra não é fértil. Jesus ensinou a plantar, mas disse que cada semente semeada caiu em um terreno, à beira do caminho que as aves do céu comeram e não vingou, no meio dos pedregais e não criaram raízes profundas e secaram. Tem também as sementes que caíram no mato e não vingaram, porque o mundo sufocou a palavra, e só a quarta parte caiu em terra boa e produziu bons frutos.
Plantar e querer fazer crescer é loucura, a parte do crescimento é de Deus, se a semente que você plantou não vingou é porque a terra é infértil. Deus disse que fez tudo certinho, e que esperava uvas boas e veio a produzir uvas bravas. Ele mesmo abandonou sua lavoura e deixou ser pastada pelas bestas feras do campo. É o que vou fazer também, procurar novas terras, novas consciências, mas o problema é que, onde estão as consciências boas neste mundo? Porque quando chego até as consciências já estão todas contaminadas pelo engano. Só vejo a alternativa de falar com as crianças, mas os próprios pais as ensinam no caminho dos infernos, vejo que a lavoura de Deus pereceu totalmente e não vejo mais nada a fazer.
Sementes têm muitas, Deus ainda faz descer a chuva dos céus, o problema são as terras inférteis, talvez primeiro devo adubá-las, mas ainda não conheço o bom adubo para isso, como preparar a terra para o plantio, eu ainda não sei, mas só sei que estou fazendo a coisa errada, talvez tenho que consultar um agricultor para saber como plantar numa terra improdutiva, como devo prepará-la para se tornar numa terra fértil, porque até agora não vingou uma semente das que eu plantei. Muitos profetas e apóstolos também morreram e não viram os frutos da sua plantação, deixaram escritos, mas até hoje ninguém entendeu e ainda distorceram o entendimento das suas palavras. Não tem mais o que fazer na lavoura de Deus, na época do profeta Joel, ele já dizia: os vinhateiros servos do Senhor estão entristecidos porque a colheita do campo pereceu, que dirá hoje nestes finais dos tempos!
Por O teu espírito diz


