Solidão abraça, mas não sente, sorri, mas da felicidade é ausente, vive por fora, mas por dentro é morta, é praça solitária, com VIDA, mas sem reconhecimento. Seu jardim não floriu a vida, e fez da lua sua luz fria. Passou a contar seus infortúnios, um melhor que o outro, para quem quiser ouvir, pois a atenção era recebida de graça e a mentira é distribuída aos poucos nas praças. Fez-se soberana, mas despencou e viu-se, viu o lugar em que estava, e era dali em diante, porém sua força faltava e seus olhos perderam o brilho do diamante. E agora faltou o fulgor da vida, e não consegue mais se enxergar, a praça se encontra vazia sem morador, porque se perdeu do seu próprio lar. E a solidão predomina e seus dias serão só de tormentos causados por si mesmo, desprezou quem lhe dava paz, agora vive mendigando as migalhas que não sustém a própria alma.
Os lixos estão todos pelo chão, os matos cresceram e pioraram sua visão, pragas tomaram conta, essa praça está abandonada, nem seus usuários a tomam de conta, muito menos há quem a governe, está entregue por conta do acaso, por isso esse descaso com essa praça. Triste realidade, mas enquanto há vida, há esperança, se volte para dentro que haverá como reverter todo esse estrago, mas será preciso coragem para combater as intempéries que querem apagar a luz da vida, será preciso resiliência para varrer o pó, deixar os males para trás e buscar um novo dia, um renovo, um brotar com a luz da sabedoria, o verdadeiro começo, onde os passos devem ser firmes e veemente ao Senhor, às vezes perder não é o fim, mas sim o começo de um novo ciclo, talvez não percebemos isto e não vemos o que nos atrapalha de seguirmos adiante no caminho da vida.
Somando as luzes


