A esperança sempre esteve acesa dentro do meu coração, eu nunca deixei apaga-la, porque ela que mantém meus dias ensolarados. Mesmo com as lágrimas caindo no meu rosto e trazendo as marcas de lutas nunca a deixei me levar, mesmo que meus pés estivessem cansados nunca parei de caminhar, mesmo que as feridas por vezes doíam, mas nunca deixei de meu interno cuidar. Porque sei aonde quero chegar, tracei este objetivo e continuo empenhado na luta da minha alma. Como vou parar no meio do caminho se ainda há muito que percorrer? Como deixarei de lado a esperança sendo que ela me mostra que mesmo com dias cinzentos e repetitivos, haverão dias ensolarados, onde a tristeza se dissipa dando lugar a alegria de um novo amanhecer. Meus olhos visualizaram que dentro deles correm o sangue nobre da vida e que é lá dentro que deixo as portas abertas para a verdade, e que ando em equidade, pois de que me valeria conhecer e não me envolver? A esperança sempre bateu na minha porta, e ainda continuo ouvindo seu batuque, ela sempre esteve aqui ao meu lado, e meu coração fica radiante de vê-la e senti-la a todo instante. Atenciosamente paro para refletir, e vejo a força que se encontra dentro de mim, não é nada do lado de fora, e muito menos sobrenatural, mas vem da fonte que rega meu campo, que fazem os meus frutos crescerem sem nenhum espinheiro ou sarça. Eu caminho entre os mortais, entre as gentes que não me conhecem, eu queria apresentar a esperança para que elas sentissem como o amor reina e aquece. Mas pensando bem como apresentar se ninguém vê, melhor mesmo sou eu carregar a esperança em meu colo para que eu sinta o que ela pode em mim fazer, pois mesmo querendo expô-la não tem como expressar, pois a esperança está dentro do âmago, no fundo de cada mar. Todos devem enxergar e ter a visão dos céus para que a esperança seja acolhida da forma como deve ser para que Cristo venha de fato resplandecer.
Por Ítalo Reis
Tema sugerido por Patrícia



