A esperança de si mesmo

Como poderei perder a esperança de mim mesma?

Não o farei.

Sempre lutarei por minha cura,

Combaterei minhas agruras,

Pois não aceito uma história marcada por rasuras.

Todos os dias minha força é provada,

Sinto minhas fraquezas pulsando pelas veias…

Mas a esperança me acena,

E eu lhe aceno de volta.

Não a perco de vista.

O meu desejo é que em mim consista a perseverança;

Anseio por minha criança, guardada no peito,

Com a essência de quem deseja ser puro

De tudo o que há no mundo e corrompe os sentidos.

Desejo o meu transformar,

Mesmo quando me decepciono com minhas mãos;

Meus pés estagnados não contribuem,

Mas meu coração continua batendo,

Anunciando que a esperança ainda não morreu.

Minha confiança grita — e me acorda para prosseguir.

Bem disseram que, enquanto há vida, há esperança.

A pulsação me traz uma excelente perspectiva,

Ensina-me sob uma ótica ponderada

Que há uma saída alojada dentro de mim.

É a vida.

Sim, a vida é a saída,

Tão explícita que acabou confundida,

Contundida por não compreendê-la de forma erudita.

Pois a vida carrega sabedoria sem esforço;

Em silêncio, ela se anuncia.

Cada um deve conduzir a esperança para dentro,

Tê-la por aliada, fazê-la inspiração

Para que a metamorfose enfim aconteça.

A esperança é a brasa que se acende para a renovação:

Sem luta não há vencedor,

Sem esforço não há ganho,

Sem esperança não há mudança,

E sem amor… não há consolo.

 

Patrícia Campos 

Tema: Paty