A soma dos infinitos

Depois de subtrair o pó, tudo que restar será a soma: a soma dos dias, das alegrias, da esperança, da herança e de tudo que se pode de fato possuir. Ter é ter, é não perder, é fazer valer e render, é não se perder. Não podemos dar preço ao que tem valor, nem desperdiçar o que é nosso. A vida nos foi dada para ser preservada e tomada em posse; temos que endossá-la, assim como ela nos oferece sustento e é a nossa base.

Há um infinito dentro de nós, ele reside em nossas consciências; um espetáculo sem aplausos, ninguém enxerga esta cena. A consciência pode arquivar em si infinitas possibilidades, tem esta capacidade, e tudo que a ela se manifesta não se contesta. Ela é o espelho que carrega a imagem, a mensagem; por ela tudo que existe reflete. Nada a impede de anunciar o que vê, o que sente; por ela a vida se faz presente.

Somos a soma dos infinitos quando nos unimos num mesmo objetivo: o de evoluirmos, de sentirmos de fato o espírito e ter um amor incontido na esperança de encontrarmos tantos infinitos que não estão perdidos. Eles se encontram no paraíso, num canto que um dia fora esquecido quando o coração andava perdido, mas hoje a liberdade deu o seu grito, mostrando-nos que há, sim, um tempo contido que nos leva ao raciocínio, até nos depararmos com um coração contrito na busca de um sentido, para enfim somarmos aos infinitos que nos esperam além deste plano — o mesmo que foi planejado para nos formar e nos transformar em luz.

 

Patrícia Campos

Tema Paty