Caminhando dentro de si mesmo

Não nos conhecemos, não como queremos, fingimos não ver o que vemos e fingimos ter o que não temos, mas não mais, não caminhando dentro de mim, não querendo saber cada parte ínfima, cada começo e cada fim. Vasculhando meu coração descobri muitas coisas, boas, ruins, raízes e rancores, dores e alegrias, pois temos, temos muitas partes, partes belas e partes nem tão belas assim, que escondemos de todos, mas principalmente de nós mesmos, pois na verdade simplesmente tentamos esquecer, apagar, e não entender. Caminhando dentro de mim pude notar-me com outro olhar, mais cauteloso, para isso precisei me ver de fora, deixar o coração quieto, com os batimentos calmos, o sangue fluindo como a maré baixa de um tempo firme, para que nenhuma emoção interferisse, para que a escuridão não encobrisse, para que fosse verdadeiramente claro dentro de minha mente, dentro de minha alma. Sei que ainda não conheço todos os cantos de fato, e sei que tudo que vou desvendando posso ir mudando, pois o único fato que sempre será o mesmo está relacionado a vida e ao seu propósito, o resto é tudo mutável, como meu próprio caminho, como meu próprio coração. Posso mudar, posso transformar, voar, libertar, posso ser o que quero e alcançar o que almejo, pois sou resiliente, quase como feita de massinha que molda, me encaixo e me transformo. Enquanto vou caminhando, vou mudando, até conhecer-me por completo, até que cada peça esteja em seu lugar, e enfim, poderei me libertar.

 

Por Luiza

Tema Jeane

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