É interessante falarmos do caminho oposto; foi posto à nossa frente dois caminhos, a saber: o caminho do bem e o caminho do mal. Esses caminhos são totalmente opostos; um vai para um lado e outro para o outro lado, pois são dois extremos, como Paulo disse: “Que consenso há entre Deus e o diabo, a luz com as trevas, ou o espírito com a carne?” Sabemos que um não é sem o outro. Para tudo se tem uma referência; ninguém sabe o que é alto se não tiver o que é baixo, não conhece o que é feio se não tiver a referência do que é bonito. Por isso o caminho da vida é oposto ao caminho da morte; o caminho da vida sai no céu, e o caminho da morte sai no inferno. O caminho do bem é oposto ao caminho do mal. Jesus disse: “Ninguém pode servir a dois senhores, pois ou há de amar um e aborrecer o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro.” Não pode ter consciência no céu e no inferno ao mesmo tempo, pois se trata de resultados totalmente opostos. Existe dentro de nós duas existências: a existência do espírito e a existência da matéria. São existências totalmente opostas; o espírito é a vida, e isto lhe é próprio, já a carne é morta, ela só está viva porque o espírito é quem a vivifica, mas uma vez o espírito voltando a Deus, a carne cai onde estiver. O ser humano produziu a consciência, e é através dessa consciência que enxergamos esses dois extremos entre o que é vivo e o que é morto. Inclusive, a consciência é um divisor de águas, onde ela dividiu o infinito em duas eternidades: uma eternidade que já passou no inconsciente e outra eternidade à nossa frente consciente. De alguma forma a consciência passará a eternidade que está à sua frente, com a vida do espírito ou no vazio; vai depender de onde ela estiver ligada no dia do seu juízo. Deus criou um sistema de junção entre a carne e o espírito justamente para produzir a consciência, e no dia da morte dessa carne há esta separação, como Salomão disse: “O pó volta ao pó como era, e o espírito volta a Deus que o deu.” É neste dia que haverá o juízo de Deus, e vai depender onde a consciência estiver ligada para saber a sua sentença: se ela estiver ligada no espírito, gozará a vida eterna dele; caso esteja ligada à carne que morre, padecerá no vazio eterno. Este julgamento é automático, e a opção da vida eterna ou do vazio eterno é de cada consciência. Não tem erro e nem desculpas de dizer que foi enganado. Ninguém vai para o céu enganado, mas todas as consciências que saíram no inferno foram para lá enganadas. Por isso eu digo: não se enganem, busquem o Senhor enquanto há tempo. Maldito o homem que confia no homem, e bendito o varão que confia no Senhor e faz dele o seu braço.
Por Rozivane Pereira


