Consciência vulgar

Onde está o seu pudor

Seu juízo e dignidade?

Sentimento sublime do amor

Pureza e sensibilidade?

 

Perdeu-se ao longo do tempo

Por entre os becos da vida

Castidade jogada ao relento

Desprezada ficou a sabedoria

 

Tudo seria diferente

Se teus passos buscassem o bem

Se não fosse com a lei da vida negligente

E fitasse seus olhos ao além

 

Mas teus pés fixaram no pó

E no efêmero não sairá do lugar

Cabeça baixa, semblante que causa dó

Indecente, consciência vulgar

 

Um rumo que poderia ser mudado

A partir de uma sábia decisão

Entregar-se nas mãos do anjo, que por Deus foi enviado

Deixá-lo transformar seu coração

 

Início de uma limpeza interna

Mudança radical dos pensamentos

Objetivo direcionado a vida eterna

Transmutação de sentimentos

 

Adjetivos pejorativos

Lançados ao mar do esquecimento

Novo ser, renovo brotando no íntimo

Sem opróbrio, amargura ou lamento

 

Mas teus pés fixaram no pó

E no efêmero não sairá do lugar

Cabeça baixa, semblante que causa dó

Indecente, consciência vulgar

 

Por Michele

Tema sugerido por Régis Roberto