Crime fatal

É escutado o som do martelo e o julgamento final do juiz: sentenciado à morte eterna. A consciência que cometeu o crime fatal contra o Senhor passará a eternidade no vazio, frio e em tristeza. Nos olhos do juiz, sem emoção, mais uma consciência é direcionada ao vazio. Seus julgamentos tornaram-se cotidianos. Não é como dizem, um filme da vida passando diante dos olhos e sendo analisado em todos os seus detalhes, mas sim algo imediato, pois quem condena a consciência é o Espírito de Deus, que caminhou junto a ela por toda a sua vida. No momento da morte, já está decidido o que será sua eternidade: se será no vazio ou na glória junto ao Senhor. Mas a plantação que foi abandonada nunca se ergueu, e dificilmente brota algum fruto que sirva ao Criador. E, quando isso ocorre, vê-se no olhar do juiz uma lágrima de felicidade. A alegria dos jurados também se reflete em seus rostos e, com prazer, o Espírito sentencia a consciência a passar a eternidade junto ao Senhor.

Sua conquista vem de ter servido a Ele enquanto estava cercada pelos prazeres carnais, pelos desejos mundanos e pelos desgostos do espírito, sem se entregar a nada disso, pois seus olhos estavam em agradar ao Espírito de Deus. Uma vida entregue ao Senhor, purificando a consciência e tornando-se uma com o Espírito. Julgamentos como estes são difíceis de acontecer e, quando acontecem, há festa no Reino do Senhor. Poucos são capazes de alcançar essa glória: morrer com a espada na mão e a determinação no coração. Mas muitos largam suas espadas e recuam, e, sem lutar, acabam apunhalando a Deus, pois suas ações determinam seus atos. E, ao servir à carne, comete-se o crime. O mais preocupante disso tudo é que não é apenas contra o Senhor esse ato, mas também contra si mesmo. Um crime fatal, sem volta e sem redenção. Justiça cravada em cada coração, feita para honrar os guerreiros e punir os traidores, julgados sem erro Espírito, o Juiz da eternidade.

 

Por Luiz Gustavo

Categorias

Postagens Rescentes