É nítido que todas as consciências estão presas a este mundo. Seus olhos são acorrentados, os ouvidos são tapados, e não conseguem trilhar o raciocínio lógico para enxergar quem são de verdade e que estamos dentro de um propósito, o qual não enxergamos com esse olho carnal. Mas devemos usar do raciocínio para chegar ao entendimento perfeito e andarmos, de fato, dentro do caminho da vida. É muito triste: a carne escraviza todas as consciências por elas serem cegas. Mas, caso a tua consciência encontrasse a liberdade, o que ela diria? Não daria ouvidos a ela ou se aliaria a ela pela tua verdadeira liberdade? A verdade é quem nos liberta de todos os enganos. Ouvir a verdade de quem você é e o que você faz contra Aquele que te criou dói, e dói muito. Mas ouvi-la de verdade e se posicionar ao lado dela te liberta e te traz a verdadeira paz. Existe uma razão para estarmos neste mundo, e todos nós sabemos que com essa vida da carne não vamos muito longe, pois essa carne é provisória. Você sabia que se a tua consciência andar pelos prazeres da carne, quando ela vier a morrer, a tua consciência cairá numa masmorra eterna? A carne é quem te acorrenta e te escraviza pelos desejos dela. Mas temos, em cada um de nós, uma existência que veio do céu, que é esse espírito que Deus nos enviou pela vida. Este espírito não nos obriga a nada. Por isso ninguém o conhece, porque ele não te obriga nem a conhecê-lo, e mesmo assim ele te dá a vida. Nossa! Agora vejo que todo o problema está nessa carne. A carne é que engana e escraviza a consciência com seus desejos. Tenho a vida, o espírito dentro de mim. Encontrei a minha verdadeira liberdade, o meu libertador. Agora vejo que devo lutar a favor desse espírito que pulsa em meu coração. Ele é a minha vida eterna desde já, devo me aliar a ele e fazer dele o meu verdadeiro ser. Devo ter a minha vida no espírito, e, como diz a lei: todas as outras coisas me serão acrescentadas. Deus, o meu Criador, sabe que na carne sou criação e, como criação, tenho as minhas necessidades. Só que enxerguei que estou dentro de um propósito e devo produzir consciência desse espírito que me dá a vida e viver por ele. A minha preocupação não deve estar mais nessa carne, mas sim nesse espírito que me vivifica. Deus sabe do que preciso para sobreviver. A minha preocupação deve estar apenas em realizar a vontade dEle. As nossas consciências devem estar atentas para realizar as vontades do espírito de Deus e não da carne. Devemos tratar a carne como um carro que está estacionado na garagem, onde ele está ali só para nos servir e não para ser servido. Eu sei que, para o carro me servir, tenho que colocar gasolina para que ele possa me levar aonde eu queira ir, mas a minha vida não está no carro. Assim também a nossa vida deve estar no espírito, e não na carne, que é criação. Se eu fizer da carne a minha vida e ignorar o espírito, não terei a minha liberdade e muito menos a paz verdadeira.
Por Rozivane Pereira



