O tempo não volta atrás para corrigir seus erros,
Corrija-se agora para não se perder neste tempo.
A vida passa e leva consigo o velho sujeito,
E sua alma fica abandonada ao frio do relento
Até quando questionará a própria vida,
Se ela está ao seu lado, orientando o seu dia a dia?
Mas você fecha os olhos, permanece distraída,
E talvez não enxergue que ela sempre foi sua saída
A solidão rodeia o seu peito vazio,
E já não consegue sequer se expressar.
Seu coração permanece inquieto e sombrio,
Trazendo a tristeza estampada no olhar.
O peso da culpa bate à sua porta,
Mas você tenta, a todo custo, se esquivar.
Porém, ela martela dia e noite na consciência,
Enquanto o juiz interior insiste em lhe condenar
Seus passos caminham na direção contrária
Daquela que a vida um dia lhe mostrou.
Abandonou a sobriedade e a verdade,
E foi se enchendo de enganos, ilusões e dor
Cadê aquela sensibilidade e pureza?
Aonde foi parar aquilo que havia em seu ser?
Ficou esquecida, guardada em um velho baú,
Trancada a sete chaves, sem ninguém poder ver
Frustrações e descontentamentos pairam no ar,
Enquanto a vida permanece adormecida em seu interior,
Esperando apenas que um dia você possa notar
Que ainda existe uma voz chamando por você com amor
Mas o tempo passou depressa demais,
E, quando percebeu, seus olhos se fecharam.
A vida seguiu seu caminho, silenciosa e solitária,
Enquanto seus sonhos, pouco a pouco, se apagaram
E nua, diante de si mesma, você ficou,
Sem máscaras, sem desculpas, sem ter onde esconder.
Porque chega um momento em que a alma revela
Tudo aquilo que o coração tentou esquecer
Uma história feita de contos verídicos,
Onde toda alma, em algum momento, se encontra.
Um escrúpulo danoso que muitos cometeram,
Sem jamais pensar no fim da própria história
Pois a vida não espera eternamente,
Nem retorna para refazer o que passou.
Ela apenas segue, silenciosamente,
E deixa consigo aquilo que você não transformou
Por isso, enquanto ainda houver tempo,
Olhe para dentro antes de se perder.
Reconheça seus erros, abrace a verdade
E permita que a sua própria vida volte a florescer
Por Ítalo Reis


