Um começo, um acerto; foi o céu quem desenhou. Tudo complexo, perfeito — nenhum detalhe errado se encontrou. Trouxe a forma do ser efêmero e, junto a ela, o ar da Sua graça: a vida que nos completa, somos o Seu espelho, e ela é quem transborda a nossa taça.
No início, éramos apenas seres indefesos e inconscientes. As estações mudaram com o tempo, até sintonizarem a nossa mente. Um corpo feito de pó que produz consciência; o eterno não nos deixa sós se houver resiliência.
Deparamo-nos com o início de um ciclo. Através do raciocínio, alcançamos lugares inimagináveis e conseguimos nos transportar. A consciência é a porta aberta com vista para o céu; se a mantivermos fechada, jamais enxergaremos o outro lado do infinito.
Um dia, não estaremos aqui para contar a nossa história, nem para ouvir a de ninguém. Este tempo passageiro não deixa rastros nem desenha o porvir, pois não há um futuro por aqui. Mas ainda não é o fim: podemos fechar este ciclo com intensidade. Fazer valer, ser a diferença, marcar presença e ter coerência. Porque ser justo compensa, não recai em sentença e ainda recebe a recompensa de viver eternamente.
Patrícia Campos
Tema Jeane


