Manto da incompreensão

O que era para ser comum

Tornou-se vago e distante

Não se vê o amor em lugar algum

Nessa Terra de gigantes

 

Disseram que o amor esfriaria

Quando chegasse o fim dos tempos

Não sabiam que iria além, congelaria

Eis aqui hoje ecoando os ais e lamentos

 

Onde estão as vestes brancas

Almas revestidas da pureza

Cujo, olhares trazem esperança

Refletindo o tom da nobreza?

 

Batendo às portas das cidades

Só deparamos com angústia e aflição

Aparência falsa de liberdade

Todos cobertos pelo manto da incompreensão

 

Basta apenas um suspirar

E os olhares lançam suas flechas

Demônios constantemente a cirandar

Nas almas que não taparam suas brechas

 

Os pensamentos são ervas daninhas

Que proliferam corrompendo os corações

Má intenção até nas singelas criancinhas

Ensinadas pelos pais e senhores cifrões

 

É lindo refletir sobre a postura de Jesus e sua compreensão

Transborda a alma e nos faz chorar

Ensinando a não levarmos nada desse mundo em consideração

Mas por muito pouco já estamos a surtar

 

Batendo às portas das cidades

Só deparamos com angústia e aflição

Aparência falsa de liberdade

Todos cobertos pelo manto da incompreensão

 

Por Michele