Aprofundar-se em suas águas, em um respiro sereno, percebeu que precisava mergulhar para dentro, cada vez mais fundo, mais e mais profundo. Sua alma antes desconhecida, hoje, se vê como um mundo a desbravar, sua consciência, universo, infinda, és oceano, é mar. O que vive em suas águas? Quais monstros alimenta? Sua profundeza conta histórias que seu coração desconhece, por isso o mergulho, o introspecto, para cada vez mais se ver de perto, se ver como é, qual a sintonia de sua maré. Mar de dentro, mar vivo, pode esconder seus medos, ou enfrenta-los com princípios, pode entrar em sua fúria, e mergulhar em suas tempestades, no fim das contas estará em si mesmo, encarando suas verdades, encarando sua própria tez, tem medo do que vê?
Não saber quem somos é viver na escuridão, sem chão, sem base, sem verdade no coração, sua face perdida nos ciclos, já imaginou? Sua queda e sua condenação será estar apenas consigo. Este caminho pode ser alterado, se a alma se conhecer, mudar seu estado, mudar de ser, trocar o que morre pelo que vive, trocar as trevas pelo que lumia, já lhe incide, toda esta sabedoria, está dentro, está em ti, porém dia após dia, passa desapercebido por aqui. Não há hora para mudar, há o momento da ação para fazê-lo, quem quiser metamorfosear precisa parar a correria, voltar-se ao casulo, tece-lo, até transformar, e suas profundezas serão eternas, pois mergulhou no mais profundo de seu mar.
Por Luiza
Tema Lucinha


