Quem diria que eu iria viver para descobrir o mistério da vida, quem diria que eu iria chegar tão longe na descoberta da minha existência, quem diria que meus olhos se abririam e enxergariam o sentido do meu viver, quem diria que das folhas secas do chão eu saltaria rumo a minha liberdade, quem diria? Quem diria? Ah! Quem diria que um coração maltrapilho testificaria a joia mais preciosa, o Deus de José, sim! Aquele José que os irmãos o venderam como escravo, sim! O Deus vivo que que por tantos anos vivi distante, o Deus que me abriu as portas da sabedoria, do conhecimento das profundezas do céu. Quem diria que um senhor lá do outro lado do mundo que eu nem conhecia fosse me dar algumas colheradas de doses de amor? Achei amargo no primeiro instante e acabei rejeitando, não compreendi o valor das palavras, mas quem diria que a vida bateria novamente em minha porta com o som que despertou meu coração. É! Quem diria! Eu sou o mistério da vida que os grandes cientistas não conseguem desvendar, mas estou na boca de um profeta que ninguém quer escutar, quem sou eu entre vós? O desconhecido que atravessa os milênios, as décadas, as gerações passadas e futuras, eu sou o que sou, mas do jeito que o meu povo está, continuarei distante dos olhos e dos corações por não compreenderem quem sou e o que sou. A vida não é um mistério, são os olhos que são maus, doentes, cegos, mas quem diria? Eu que disse e você veio, agora sabe quem és, o que quero, me ver através da verdade, pois a ti desvendei o mistério da vida, mostrei a sua razão, abri o livro do conhecimento e ensinei o caminho em que deves andar, te apresentei o meu filho Isaque, é com ele que deve se casar, porque Eu sou ele e ele sou eu, a vida não é um mistério, são os corações que se perverteram contra o seu Senhor e desviaram do caminho já preparado por Mim, quiseram andar em negrume, mas eu não sou trevas, sou luz perpétua!
Por Maria Lucia
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