Nadar contra a maré

É contra a maré do engano que devemos nadar, pois suas águas são salobras, amargas como fel, e elas não são recomendáveis beber. Você já se sentiu empurrado pela correnteza? Não é uma coisa agradável. Por isso, se nos colocarmos a favor dela, com certeza vamos naufragar. A força da potestade lança enxurradas de coisas todos os dias, mas é a consciência que deve ficar atenta para não se meter em uma fria. Por isso, ela deve estar plenamente ciente de onde quer chegar, pois, afinal de contas, estamos dentro de um propósito, e esse propósito é de Deus, e ele deve ser concluído dentro das nossas consciências. Observar tudo que nos é oferecido sem fazer vista grossa já é o começo para não cairmos em um abismo sem fundo, pois, como já foi falado, há caminhos que parecem ser de bem, mas o seu final é para a morte e de lá não tem como retornar. Não precisamos provar nada a ninguém, mas as nossas obras mostram para onde realmente estamos caminhando. Nadar contra a maré é ir na direção oposta do que é normal ou do que se espera aos olhos desta terra, é tomar decisões que não são populares, mas que fazem todo sentido no caminho da vida. É enfrentar desafios sabendo que a trajetória de sair da zona de conforto pode ser mais difícil, mas o resultado será incrível, pois ir contra medos, julgamentos e qualquer tipo de sentimento carnal dentro da consciência é fundamental para se tornar verdadeiramente espiritual, pois esse é o desejo de Deus que deve ser concluído com todo esmero dentro de cada consciência.

Por Lauro Balbino

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