Justiça: qualidade do que está em conformidade com o que é direito; maneira de perceber e avaliar o que é justo. É o reconhecimento do mérito de algo ou de alguém.
Tratando-se do propósito de Deus, a justiça aplica-se à consciência que anda segundo o Espírito, e não segundo a carne. Como seres humanos, somos criações de Deus; ou seja, como qualquer outra criação, temos uma finalidade e uma função a ser executada para o Criador. Para sermos justos, precisamos saber qual é essa função e realizá-la.
Devemos considerar que cada criação possui uma função específica, por exemplo: toda caneta serve para a mesma função, toda lâmpada serve para a mesma função, e assim por diante. Não seria diferente com a criação humana. Todo ser humano possui a mesma função específica, como criaturas, todos nós produzimos a nossa consciência, e essa consciência é um campo manifestador de existência.
Portanto, se a consciência foi produzida para manifestar existência, e se diz que a justiça da lei de Deus se cumpre em nós — consciências que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito —, isso significa que a nossa consciência, como campo manifestador, tem por função específica manifestar a existência espiritual. Afinal, fomos produzidos para isto: para manifestar a existência de Deus, e não a da carne.
Claro que manifestamos a carne porque somos um campo manifestador de existência; porém, a carne é mortal e não permanece para sempre na consciência. Já o Espírito é eterno e, se o manifestarmos, teremos a sua vida por toda eternidade. Somente desta maneira conseguimos eternizar a nossa consciência com a vida, manifestando uma existência eterna e com vida própria, que é o Espírito. Se fizermos isso, estaremos sendo justos com Deus. Isso é o que podemos chamar de justiça: realizarmos exatamente o que o Criador esperava de nós, consciências — a Sua manifestação por toda a eternidade.
Patrícia Campos
Tema Ítalo


