No infinito há dois planos
E opostas são as existências
Uma efêmera, com relógios cronometrados
Outra eterna, tendo a vida como essência
Do lado de cá, pressa e correria
Âmagos totalmente sufocados
Do lado de lá, clima de paz e harmonia
Irmandade e corações unificados
Há uma ponte invisível que as separa
Dois planos em tudo divergentes
No provisório a ampulheta não para
Mas depois da morte, sobrará eterna mente
Consciência, um marco no infinito
Vista como um divisor de águas
Estado infernal e labirinto
Ou serena como uma chuva calma
Os ponteiros não param
Até que a vida se faça presente
Pobres almas lamentam e choram
Pois no caminho da vida se fazem ausentes
O vazio de hoje já assombra teu amanhã
Pois errou o alvo dos sentimentos
Da sabedoria não se fez irmã
Perdendo seu precioso tempo
O momento é de cuidar de si
Esquecer o mundo lá fora
O senhor da vida aguarda teu sim
Mas vira as costas, o despreza e o ignora
Dentro desse tempo presente há um tempo
Não o desperdice com coisa banal
A plenitude da consciência é metamorfosear
Transformando-se em ser espiritual
Por Michele
Tema sugerido por Rozivane



