Madrugadas quietas, nomes gritados, quando a mente se cala, a vida fala mais alto, uma suplica, um chamado, um convite para florescer, abrir-se, enxergar-se, conhecer. “Quem me chamou?” Foi a pergunta, mas disseram que eis-me aqui, era a resposta, um conto tão sincero e verdadeiro, um passado que se costura com o presente, se mistura, e se torna as respostas para tantas perguntas. É difícil enxergar o invisível, mas podemos, se quisermos, o termos conosco, deitar sobre a voz tão tranquila, que sussurra nossos nomes, esperando e esperando, sempre aqui, ao nosso lado, com as mãos estendidas, o tempo correndo, esperando. Eis-me aqui, Senhor, sei que me vê, precisamos conversar mais, e depende, com toda certeza, apenas de mim, pois sinto, o tempo todo, você aqui, correndo pelo campo, enxergando por minhas janelas, esperando, esperando-me. O tempo se finda, não há uma eternidade para agir, lembro-me constantemente de tudo que ensinou-me, e nas madrugadas quietas te escuto, na solitude de minha alma te encontro, no canto do passarinho te sinto, em cada canto do mundo, de mim, te vejo. Não há mais ninguém que me chama, senão aquele que me habita, não há mais ninguém que clama, se não aquele que continua, e continua esperando.
Por Luiza
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