Expressão frequentemente usada para descrever pessoas que estão doentes, desnutridas, cansadas, cadavéricas. É a letra fazendo de seu próprio uso, para expressar exatamente a condição ou melhor, o estado de cada rosto. Fazendo uso com escárnio da expressão, “da superfície a água parece rasa,” o que demonstra claramente que em sua profundidade há mais do que se possa supor, assim são os rostos expostos. Refletem o estado de morte instalado em cada consciência, que se cruzam, que passam lado a lado, e se veem iguais. Estão doentes por não sorverem do verdadeiro alimento, que sustenta a alma, que nutre e torna robusta. O que buscam para se alimentarem apenas aumenta o distanciamento da fonte do alimento eterno, atenuam a fugacidade da vida como se já fosse eterna, embora saibam ser finita, se pela carne. Claramente, sabemos que necessitamos do alimento material e o buscamos com constância quando há fome ou sede, mas a desnutrição espiritual é latente na totalidade das consciências, refletindo em suas tez cansadas, o desespero da falta de função. Rostos que muitas vezes sorriem, mas sem esboço de alegria, sem viço, sem energia, débeis. Da superfície, toda profundidade é rasa! Todo rosto exprime o que corrói a alma! Afinal, a boa alimentação espiritual é que nos capacita dia a dia, a nos tornarmos consciências crescidas e aptas para, cumprindo com a função destinada a nós dentro do propósito de Deus, o reino eterno.
Por Lo Xavier
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