Neste mundo estamos fadados ao fim, não há para onde correr, não há como esconder-se, o ceifador vem, leva seu respiro, cessa seu oxigênio e não espera suas últimas palavras. O que podemos fazer para fugir desta sina? O fim desta carne é certo, irreversível, mas há um jeito de contornar este ponto, de prosseguir, mesmo após o pó cair e tudo ficar para trás, a única forma é vivendo, vivendo de verdade, nos braços da vida, nos laços eternos, nos sorrisos genuínos, com a paz interna, a liberdade nas mãos, os olhos brilhando, viver, a única forma de fugir da morte é vivendo. Longe, muito longe do que se imagina, viver é sentir a vida em cada ponteiro, sentir os céus em seu coração, a chuva em sua tez, o fogo da purificação, é sentir o vento, enxergar a beleza dos dias, sentir a calmaria, a maresia, não com os olhos que morrem, mas com os olhos que vivem, com a sabedoria, dia após dia, lutando pela sobrevivência, vencendo suas barreiras, lutando pela vivência, ultrapassando as fronteiras, elevando sua consciência, além, além de tudo, além de todos. Livrar-se do dano da segunda morte aprendendo a viver, bem longe de tudo o que já viu, mas muito perto de quem é, assim tudo poderá ruir que você continuará em pé.
Por Luiza
Tema Milena



