Sonhos Mortos

Antes de acordar, viu que a noite lhe trouxera visões mortas; sonhava em “ter”, enquanto o “ser” ficava esquecido num canto da alma. De que vale sonhar em um lugar onde nada subsiste, onde os desejos serão enterrados? Disseram que os sonhos movem os homens — que pensamento errôneo! Sonhar com o efêmero é o mesmo que correr atrás do vento; é como nadar, nadar e morrer na beira da praia. De que adianta conquistar o mundo e se perder no fim?

É preciso enfrentar a realidade e ter os pés firmes no chão, para que, em momento algum, fiquemos vagando em sonhos que serão esquecidos com o tempo. De nada vale mover-se para ter algo que nunca será seu. Aqui, o dinheiro compra tudo, mas nada vem “empacotado” para levar para casa, porque a casa permanecerá vazia se o que se julga preencher a alma não existe na eternidade.

A consciência é a casa onde habita a existência; preenchê-la com uma “existência morta” é como sonhar com o que fenece. São sonhos mortos, que nunca se tornarão realidade. Julgam que sonhar faz bem, porém a verdade é que viver o realismo nos torna fortes e independentes daquilo que traz dependência emocional, de fragmentos ilusórios e de desejos incontroláveis. Estes não nos darão o tesouro mais precioso que podemos ter: a vida!

Aquele que vive de sonhos se frustra, muitas vezes por não alcançar nada; e, mesmo quando alcança, frustra-se porque sabe que, cedo ou tarde, irá perder. Pois quem apenas sonha, perde; mas quem conquista é vencedor! A única coisa que podemos conquistar sem perder é a vida. E acredite, há quem pode perdê-la, porque ficam agarrados ao pó e se esquecem de se agarrar ao que é eterno e que já nos habita: o Espírito Santo de Deus.

 

Patrícia Campos 

Tema Luiza

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