Vozes que atormentam minha consciência… será minha essência? Será minha realidade? Ou são apenas desejos tentando satisfazer meus erros? Com certeza, é o mal tentando me chamar, querendo minha pureza para tomá-la de mim, me deixando vulnerável e fraco para se apossar de mim. É a tristeza fantasiada de alegria, a mentira com voz de verdade. Está perto, me chama e me desperta no amanhecer, gritando cada vez mais alto. Por muito tempo cedi, mas, com o conhecimento, enxerguei quem me chamava. Era eu mesmo, mas na forma mais impura já vista. E com esse “eu” travei uma guerra que somente acabará quando eu ceder ou quando chegar a hora do adeus — duas circunstâncias que dependem somente de mim para encerrar essa luta. Não é uma guerra com espadas, mas com palavras. É uma luta contra ilusões que chamam a consciência a todo instante. Uma batalha de raciocínio. E, para onde olhamos, vemos consciências nessa mesma situação. Porém, poucas estão lutando contra essa voz, e muitas estão hipnotizadas por ela. Os poucos que lutam, sentem a maldade, mas não conhecem a verdade. E os que estão presos não sentem a maldade e também não conhecem a verdade. O mais simples ninguém tem, o conhecimento do propósito do Criador, e sem ele, não adianta vencer essa luta se não houver a pureza de estar lutando pela vida que nos habita. Vozes que vêm de dentro tanto para o bem quanto para o mal. E a arma mais poderosa é a visão do certo e do errado, pois, por muitas vezes, o espírito de Deus nos chama para nos acalmar, enquanto a carne nos chama para nos destruir aos poucos. Forte é quem se posiciona ao lado da vida e permanece firme como uma rocha até o fim dessa guerra. Pois, por mais que estejamos posicionados no lado certo, a qualquer momento o barco pode virar — e, nesse instante, devemos estar atentos para não sair desse caminho sem perceber.
Por Luiz Gustavo


