Além do horizonte

Devo buscar enxergar não só até onde às minhas vistas alcançam, mas sim além do horizonte. Vejo que todos só enxergam que um dia irão para o caixão, mas depois da morte ninguém consegue enxergar nada. Na verdade, o que mais devemos nos preocupar é justamente com o que pode acontecer depois que essa carne morrer, pois não nascemos nesse mundo só para viver aqui e depois morrer, mas pelo raciocínio lógico enxerguei que depois da morte dessa carne há uma vida eterna de prazeres e delícias lá no plano do céu. Mas isso só acontece se hoje for inseminado e gestado o espírito na minha consciência, caso isso não aconteça, depois que essa carne morrer a minha consciência cairá num vazio eterno.

Enxerguei que sou constituída por três peças, a saber, o espírito de Deus pela vida, a carne como criação, e a consciência que é o produto desta criação. Este é o quebra cabeça da razão da vida, e enxergo claramente que uma peça deve ser eliminada para que as outras duas sejam encaixadas. A consciência que eliminar a peça errada cairá no vazio eterno, mas a consciência que usar do raciocínio e encaixar a peça certa, terá a vida eterna de gozos e prazeres lá no plano do céu. São três peças e uma deve ser descartada, todos sabem que o fim da carne é dentro de um caixão, é só o espírito voltar a Deus que ela morre e sai de cena.

A consciência uma vez produzida não tem como desproduzi-la, ela é eterna assim como o espírito, então raciocinando um pouco mais enxerguei que a peça que a consciência deve descartar é a carne, pois o fim dela é certo. Por isso devemos buscar enxergar além do horizonte, se o espírito é a vida e a carne morre, para que eu chegue ao plano do céu devo aniquilar por completo a carne da minha consciência e assumir o espírito pela minha vida eterna. Isso é muito claro dentro de mim, enxergo tudo isso, mas não é só eu saber disso que estarei salva, mas devo colocar isso em prática para galgar a salvação de minha alma.

 

Por Rozivane

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