O amor não é um sentimento afetivo, mas sim um sentimento de compreensão. O afeto é um sentimento de afeição, de apego, de simpatia, que diz respeito à relação, e o sentimento de compreensão é a capacidade de compreender, perceber sentimentos, atitudes e designações.
Imagine esta cena: você passar por um caminho doloroso onde todos te esbofeteiam, te cospem, te xingam, te humilham ao máximo e você diz de coração: “Pai, perdoa estes porque não sabem o que fazem.” Você compreender o porquê as pessoas estão fazendo aquilo com você, julgando ainda que estão fazendo uma coisa para defender a Deus.
Imagina quão difícil é fazer uma consciência compreender o propósito da vida e quantos tapas na cara você leva e chutes e pontapés e ainda ter que compreender que o próximo tem dificuldades de raciocinar e você ter que ter paciência com ele. Todos estão contra você e isto porque a consciência está ligada à carne e a tua no espírito, e a carne faz oposição ao espírito em tudo.
Não existe um só ponto em que a carne concorda com o espírito e vice-versa; não existe um só ponto de convergência. Tudo que você fala para um carnal está errado e vice-versa, mas é você que tem que compreendê-lo e não ele a você, e isto porque você está um passo à frente e ele ainda não chegou ao espírito de Deus.
A consciência carnal julga que só porque chegou ao conhecimento de Jesus acabou a lei, mas a lei nos conduz a Cristo e não a Jesus; Cristo é o espírito de Deus em nós. A consciência que chegou ao pleno conhecimento do espírito de Deus dentro dela e passa a andar por ele, sim, acabou a lei para ela, mas se só chegou ao conhecimento de Jesus, não.
O propósito de Deus é realizado individualmente dentro de cada consciência e não tem como outra consciência ou pessoa realizá-lo por você. Não tem como outra pessoa morrer no seu lugar e você continuar andando pela carne e se salvar da morte dela, pois um dia todos morrerão de qualquer jeito.
A reencarnação ou voltar à carne novamente não existe; uma vez morreu é para sempre. Os espíritas confundem dom com reencarnação; todos já nascem com algum dom. Eu, por exemplo, raciocino desde que me entendo por gente, mas não sei tocar um violão; outros, porém, tocam algum tipo de instrumento desde criança até em orquestras.
Uma resposta de Albert Einstein a um de seus admiradores que lhe perguntou o número de seu telefone e Einstein não lembrava. O admirador lhe disse: “Nossa! Um homem tão inteligente não consegue lembrar nem o seu próprio número de telefone.” Einstein respondeu: “A minha consciência foi preparada para raciocinar e não para guardar número de telefone.”
Segundo um ditado chinês, tem pessoas que têm bibliotecas inteiras em seus neurônios, mas não têm um grama de sabedoria racional. Estas só dizem o que outros disseram, mas delas mesmas são atrofiadas no raciocínio, por isso Paulo disse que Deus distribuiu dons distintos a cada um.
E um dos grandes problemas da humanidade é usar o dom que Deus lhes deu para ganhar dinheiro e ninguém usa o dom em benefício ao propósito de Deus. A fé, por exemplo, é um princípio para se nascer no espírito, assim como o sexo também é um princípio para se nascer na carne, mas muitos o usam para ganhar dinheiro; a fé também muitos a usam em benefício da carne, e ter que compreender tudo isto e tentar reverter a situação é o verdadeiro amor a Deus e ao seu propósito.
Por O teu espírito diz



