Deus não vê como o homem vê; Ele possui um coração de pureza insondável, transbordante de amor, o que não O impede de exercer Sua perfeita justiça. Equivocam-se aqueles que julgam que Deus tudo tolera sem que haja critério. É certo que, na ignorância, Ele manifesta Sua tolerância; contudo, aquele que transgride deve arrepender-se genuinamente. Ele nos exorta: “Sede santos, porque Eu sou santo; sede puros, porque Eu sou puro”. Existe, portanto, uma condição para que nossas falhas não sejam computadas: a consciência de nossos atos e a humildade de nos apresentarmos diante do Altíssimo com um coração contrito.
Deus perdoa aquele que se apresenta com sinceridade de coração, mas nos faz um apelo necessário: “Vá e não peques mais”. Em um mundo marcado pelo individualismo, acumulamos sentimentos desnecessários e, por falta de sabedoria, remoemos ofensas que apenas nos ferem; julgamos o próximo enquanto resvalamos nos mesmos erros, guardando rancor de outrem, embora desejemos a alforria para nós mesmos.
É fundamental que cultivemos um relacionamento íntimo com o Senhor para que possamos enxergar através do Seu coração — com simplicidade e ausência de malícia. Precisamos nutrir a virtude do perdão, não nos deixando seduzir por sentimentos efêmeros. Aquele que caminha com o Senhor passa a contemplar a existência sob uma ótica transcendente, que desafia nossa imaginação. Deus escolhe os humildes para confundir os soberbos, ensinando-nos que o julgamento humano raramente se alinha ao Seu coração.
Portanto, que caminhemos em retidão e obediência. Que a compreensão divina seja nossa aliada para que possamos enxergar a vida por um novo horizonte: o olhar de Deus.
Patrícia Campos
Tema Lo



